Notícias, vida social, cultura e economia do distrito de Leiria
Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Revolução à vista com mega centro comercial em Leiria
Chamartín, Multicenco (Imochan/Somague) e Multi Development/Lena. Segundo a última edição do Jornal de Leiria, são estes os investidores que estão interessados no novo centro comercial em Leiria. As propostas do concurso para a concepção, financiamento, construção e exploração de um centro comercial de dimensão relevante foram ontem conhecidas. Todos prometem revolucionar a cidade


Embora o caderno de encargos do concurso para a construção do novo centro comercial em Leiria tenha sido levantado por seis entidades, apenas três avançaram para a apresentação de propostas, que ontem foram abertas na Câmara de Leiria. Duas das propostas são o resultado de parcerias, como é o caso da Multicenco, que envolve o Grupo Immochan e a construtora Somague, e da Multi Development, que se associou ao Grupo Lena.
As propostas apresentadas prometem revolucionar a cidade, com especial enfoque na área compreendida entre o mercado municipal, o complexo das piscinas e o Estádio, criando melhores acessos, mais espaços verdes, estacionamentos e zonas pedonais.
Agora segue-se uma fase de análise das propostas apresentadas, sendo que o vereador Fernando Carvalho já disse que “se tudo correr bem, em Outubro haverá uma decisão”. Depois, será assinada a escritura de cedência do direito de superfície e, seis meses após esse acto, executado o projecto de licenciamento. O responsável da pasta das obras públicas da Câmara de Leiria acredita portanto que as obras do novo centro comercial poderão ser iniciadas no segundo semestre do ano que vem.

CRONOLOGIA DO PROCESSO
O primeiro projecto para a instalação de um centro comercial de grandes dimensões em Leiria foi apresentado pela AM Developmet para a criação do Forum Leiria nos terrenos da antiga fábrica da Proalimentar. Em Junho de 2005, além dessa proposta, havia o projecto do W Shopping, promovido pelos Grupos Meneses e Imocom para a zona de Porto Moniz, e do Liz Shopping, apresentado pelo Vougainvest para o espaço ocupado pela Cerâmica do Lis e Plásticos Santo António.
Já com os três projectos apresentados publicamente pelos promotores, a Câmara de Leiria encomenda um estudo a Herculano Cachinho, responsável do Centro de Estudos Cidade e Comércio da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para fundamentar a opção por uma das propostas. O documento é apresentado em Dezembro de 2005 e aponta o Liz Shopping como a melhor solução, embora discorde da localização, concluindo que a zona desportiva seria o local mais adequado para a construção do centro comercial.
Em Janeiro de 2006, a câmara decide, por unanimidade, parar o processo e abrir um concurso público internacional para a concepção e construção da unidade na zona compreendida entre o estádio, incluindo o Topo Norte, e o mercado municipal.
O caderno de encargos do concurso foi conhecido em Novembro de 2006, definindo como contrapartidas exigidas pela câmara aos promotores a construção de um pavilhão multiusos e do jardim da Almuínha, a conclusão do Topo Norte e o arranjo da zona envolvente ao futuro centro comercial. A demolição total, redimensionamento e reconstrução do mercado municipal e a relocalização das associações instaladas no Centro Associativo Municipal foi outra das contrapartidas estabelecidas pela autarquia.
Dos interessados iniciais, apenas a AM Development (agora Multi Development) se manteve na corrida.

Chamartín Imobiliária
A Chamartín Inmobiliaria, que em Portugal se designa Chamartín Imobiliária, é uma companhia imobiliária de um grupo com mais de 60 anos de experiência no sector. A sua actividade, com origem em Madrid, centra-se fundamentalmente na promoção e exploração de activos em três áreas de negócio: residencial, escritórios e centros comerciais.
Em 2006, a Chamartín deu um passo importante no seu processo de internacionalização com a aquisição de 50 por cento da Meermann Gruppe, na Alemanha e de 100 por cento da Amorim Imobiliária, em Portugal, por 500 milhões de euros. A empresa detém, no nosso país, a cadeia Dolce Vita, com centros comerciais abertos no Porto, Coimbra, Vila Real, Ovar, Miraflores, Monumental e ainda o Picoas Plaza e o Central Park, em Lisboa. Para 2007 está prevista a abertura do Dolce Vita Tejo, que envolve um investimento global na ordem dos 200 milhões de euros e uma área superior a 120 mil metros quadrados.
O objectivo do grupo passa por alargar a outras cidades portuguesas o formato adoptado em Ovar (Sports Fórum), onde o Dolce Vita foi ancorado a um pavilhão multiusos, gerido pela Ovarense Basquetebol, conceito esse que pode ser adaptado a Leiria.

Investimento em Leiria será superior a 200 milhões de euros. Centro comercial Dolce Vita Leiria no prolongamento do sopé do Castelo, enquadrado na paisagem com recurso a jardim na cobertura. Fórum municipal (engloba novo mercado municipal, novo centro associativo e galeria de exposições) será “âncora da zona baixa da cidade. Pavilhão multiusos com mais de 5.300 lugares. Demolição do edifício da Nerlei e jardim no local. Nerlei passa para topo Norte. Ponte do Arrabalde será pedonalizada, trânsito concentra-se na pontes Euro e Francisco Sá Carneiro. Zona da rotunda do Estádio (fonte com água) será transformada em praça pedonal. Criação de 9.5 hectares de jardim e 4000 lugares de estacionamento subterrâneo, “mais de metade dos quais” gratuitos.

Consórcio Immochan/Somague
A Immochan é a filial imobiliária do grupo francês Auchan. A empresa, que se apresenta em consórcio com a Somague, tem tido um papel de promoção, comercialização e gestão de centros comerciais do grupo e é umas maiores empresas europeias especializadas em urbanismo comercial.
Actualmente, a Immochan gere 269 centros comerciais em 11 países: França (104), Espanha (28), Portugal (8), Itália (43), Luxemburgo (1), Polónia (16), China (15), Hungria (9), Taiwan (19), Rússia (13), Marrocos (14). Os espaços comerciais criados pela empresa francesa pretendem ser locais de comércio e de convívio que se tornem destino favorito das famílias.
Criada em 1976, a Immochan dedica-se também, desde 1996, à gestão de supermercados, como o Pão de Açúcar, e de hipermercados, que representam 78 por cento da sua actividade. Conta ainda com um banco, o Banque Accord, que, em Portugal, tem parcerias com o Jumbo, Norauto, Decathlon, Leroy Merlin e Aki.
A Somague, que desde 2004 integra o grupo ibérico Sacyr Vallehermoso, foi a responsável por obras como o estádio Dr. Magalhães Pessoa, Casa da Música ou Metro Porto. A empresa é especialista em obras de grande dimensão nas áreas portuária, ferroviária, águas e energia. Com a entrada no Grupo Sacyr, a Somague, criada nos anos 40 para construir Castelo de Bode, deu origem a um grupo empresarial capaz de grandes investimentos à escala ibérica.

A proposta para o centro comercial surge no prolongamento do estádio para diminuir o desnivelamento existente. Rotunda do estádio aumenta três vezes. Pavilhão municipal construído no local do actual mercado. 2.200 lugares de estacionamento gratuitos . Mercado integrado no centro comercial . Melhoria das redes viárias . Melhores acessibilidades . Conclusão do topo Norte do Estádio de Leiria, que será entregue à autarquia, respeitando o actual projecto . Supermercado Jumbo no Centro Comercial . Nerlei mantém-se no local actual. Investimento não revelado.

Consórcio Multi Development/Lena
A Multi Development tem sede na Holanda e escritórios por toda a Europa. Os seus projectos têm obtido reconhecimento internacional, destacando-se o Kalvertoren e o Forum (Amsterdão), Beursplein (Roterdão), Statenplein (Dordrecht) e Regenboog Park (Tilburg). A MULTI está presente em Portugal desde 1990, conquistando obras como Arquiparque, Armazéns do Chiado, Parque Mondego e os Forum do Algarve, Aveiro, Almada Montijo, Madeira, Viseu e Coimbra. Actualmente tem três projectos em construção no nosso país: o Forum Castelo Branco (a inaugurar em Outubro de 2007), o Forum Barreiro e o Arquiparque II, e uma série de outros em desenvolvimento. Na área dos centros comerciais, Portugal foi o primeiro país onde a MULTI desenvolveu e aplicou o conceito de Gestão Personalizada. Recentemente adquiriu ao Sporting Clube de Portugal o estádio e terrenos adjacentes, onde desenvolverá um projecto com concepção baseada na ideia de criar uma cidade dentro da cidade.
A Lena Construções, com sede em Leiria, tem 75 anos de história. Desenvolve a sua actividade na concepção, construção e gestão de obras públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. A sua actuação tem-se pautado por intervenções nos mais diversos sectores das obras públicas e privadas, nomeadamente no domínio do Ambiente, infra-estruturas urbanas, acessibilidades e em sectores específicos, como sejam os da Educação e Saúde. A Lena Construções representa aproximadamente 50% do volume de negócios do Grupo e possui cerca de 720 colaboradores directos. Já em 2007, o Grupo Lena adquiriu a empresa de construção Abrantina.
O Risco – Projectistas e Consultores de Design, S.A. é um gabinete multidisciplinar dedicado à realização de projectos de Arquitectura, Urbanismo e Design Gráfico. Liderado por Manuel Salgado desde 1983, o gabinete Risco realizou, entre outros, os projectos do Centro Cultural de Belém (em parceria com Vittorio Gregotti), o projecto dos Espaços Públicos da EXPO’98 e o projecto do Estádio do Dragão. Professor Catedrático Convidado do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, recebeu diversos prémios: Valmor, Associação de Internacional de Críticos de Arte, Nacional do Design e Internacional de Arquitectura em Pedra, com Vittorio Gregotti.

Investimento estimado para a zona do estádio  de Leiria será superior a 100 milhões de euros . 2.200 lugares de estacionamento, mil gratuitos . Mercado municipal integrado no Centro Comercial, com entrada independente . Multiusos entre o estádio e a piscina . Topo Norte com arquitectura compatível com o estádio . Supressão da rotunda do estádio . Construção de uma passagem superior para automóveis na continuidade da Avenida 25 de Abril, de forma a que peões e veículos não se encontrem.



Óbidos: A surpresa nas 7 Maravilhas de Portugal
O distrito de Leiria foi o único do País a ver todos os seus monumentos candidatos (três), eleitos no conjunto restrito das novas sete maravilhas de Portugal. Mas se os mosteiros de Alcobaça e Batalha, ambos Património Mundial da Humanidade constituíam uma eleição quase incontornável, o mesmo não seria de esperar do castelo de Óbidos. Este monumento conseguiu deixar pelo caminho outros imóveis classificados pela UNESCO, como é o caso do Convento de Cristo em Tomar

A votação do público que escolheu o Castelo de Óbidos para uma das 7 Maravilhas de Portugal é para o presidente da Câmara, Telmo Faria, “um reconhecimento que mexeu com toda uma comunidade”, verificando--se entre a população local “uma apropriação colectiva do sentimento de vitória”, refere a última edição do Jornal de Leiria.
Um sentimento a que o autarca acrescenta a sensação “de recompensa”, afirmando ter “valido a pena todo o esforço” desenvolvido pela equipa autárquica, no sentido da “aposta num património vivo”, que tornou a vila palco de iniciativas e acontecimentos que anualmente atraem milhares de portugueses e estrangeiros. Na cerimónia em Lisboa, o município fez-se representar pelo Grupo de Danças Medievais, o Coro Infantil com 77 crianças, para além de uma comitiva composta por autarcas e munícipes de diversas localidades do concelho.
A vila que, cada vez mais, alia tradição e modernidade prepara-se para festejar a preferência dos portugueses durante o Mercado Medieval (que hoje abre portas). Óbidos já convidou as restantes seis maravilhas do País a fazerem-se representar no domingo, numa cerimónia em que todos terão entrada gratuita no certame.
Com efeito, se a vitória dos mosteiros da Batalha e de Alcobaça, ambos património mundial da UNESCO (organismo das Nações Unidas para a Educação e Cultura) era mais ou menos esperada, a selecção do castelo de Óbidos não deixa de surpreender. É o único monumento dos sete escolhidos que não é classificado nem tem candidatura naquele reputado organismo. O castelo de Óbidos deixou para trás monumentos classificados pela UNESCO como o Convento de Cristo, em Tomar (1983), Centro histórico de Évora e respectivo templo de Diana (1986) e outros com candidatura proposta, exemplo do Palácio, Convento e Tapada de Mafra ou da Universidade de Coimbra.
Alcobaça chegou a estar algo receosa, quando a 31 de Março, na apresentação dos resultados intermédios, o Mosteiro de Santa Maria não figurava sequer entre os dez primeiros e na última divulgação de resultados estava relegado para o 16º lugar. O desânimo foi contornado por intermédio da campanha O Truque é Votar. Como que num “passo de magia”, com ajuda de Luís de Matos, acabou por conseguiu ultrapassar quatro candidatos de forte posição histórica, nomeadamente os conventos de Cristo e de Mafra, o Templo de Diana e o Castelo de Almourol. Para o Presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, esta foi uma vitória muito desejada. Ele que sempre disse que se o Mosteiro não ganhasse, “seria uma vergonha nacional”. Depois de anunciada a eleição, na cerimónia internacional da eleição das novas 7 Maravilhas do Mundo, que decorreu dia 7, em Lisboa, o Rossio de Alcobaça festejou com fogo de artifício, numa iniciativa programada pelo Município. No estádio do Benfica, em Lisboa, cerca de 30 figurantes, entre funcionários da Câmara e dos Serviços Municipalizados e outros munícipes, vestidos a rigor, representaram Alcobaça como verdadeiros Monges Cistercienses. Ao ouvir, em primeiro lugar, o nome do Mosteiro, o grupo festejou, juntamente com o autarca, que desceu a escadaria do Estádio da Luz com muita emoção e orgulho. Curiosamente, o galardão foi entregue por Paulo Pereira, membro organizador do espectáculo, que anteriormente havia afirmado que o Mosteiro de Alcobaça era a sua maravilha.
Tal como prometido e anunciado pelo mágico Luís de Matos, que andou na rua cerca de três meses, Alcobaça recebe, no Verão de 2008, um grande espectáculo de ilusionismo. Uma realização que necessitará de seis meses de preparação. Para o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a organização promete nova iluminação, que estará a cargo da empresa EDP, bem como um programa cultural, ainda por definir.
António Lucas, Presidente da Câmara da Batalha, limita-se a dizer que a nomeação do Mosteiro de Santa Maria Vitória, “consubstancia a beleza e a estética do monumento, bem como a sua carga histórica”.

Os eleitos da região...
O Mosteiro de Alcobaça, ou Abadia de Santa Maria de Alcobaça, foi fundado em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, no seguimento de um voto feito por D. Afonso Henriques aquando da conquista de Santarém aos Mouros. A construção decorreu entre 1178 e 1254, seguindo o modelo da casa mãe da Ordem de Cister em Claraval, França. Trata-se da maior e primeira grande obra do Gótico primitivo português, é uma das mais importantes abadias cistercienses europeias e foi classificada Património Mundial pela UNESCO, em 1989.

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Vila da Batalha, foi construído na sequência de um voto feito por D. João I à Virgem, se vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os Castelhanos. As obras decorreram entre 1388 e1580, ao longo de seis reinados. É o grande monumento do gótico final português, um dos primeiros onde ao gótico flamejante quinhentista se juntou à nova arte manuelina de seiscentos - símbolo da Expansão Marítima Portuguesa. Em 1983 foi classificado Património Mundial, pela UNESCO.

O castelo de Óbidos localiza-se na vila com o mesmo nome. Exemplo da fortificação medieval portuguesa, erguido sobre um pequeno monte, outrora à beira mar, domina a planície envolvente e o rio Arnóia a Leste. Fruto de diversas intervenções arquitectónicas ao longo dos séculos, integra o conjunto da vila, que preserva as suas características medievais, de maneira quase que cenográfica.

...e os outros
A par destes três monumentos pertencentes ao distrito de Leiria, dois da Região de Turismo Leiria/Fátima e outro da região de Turismo do Oeste, foram também eleitos o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (Lisboa), o Palácio da Pena (Sintra), e o castelo de Guimarães. Os sete monumentos foram escolhidos entre 21 candidatos ao título Maravilhas de Portugal, através da Internet, SMS ou linhas telefónicas de número acrescentado

As sete novas maravilhas do mundo
Para as novas sete Maravilhas do Mundo foram eleitas a Grande Muralha da China, Petra, na Jordânia, Machu Pichu, no Peru, Chichen Itzá, no México, o Coliseu de Roma, na Itália, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, Brasil e o Taj Mahal, na Índia. Por continentes, a América do Sul conseguiu três nomeações, a Ásia outras três e a Europa apenas uma. A cerimónia foi transmitida para todo o mundo, enquanto a eleição portuguesa só foi transmitida para o território português. Durante a emissão internacional, foi apenas emitido um sketch de promoção de Portugal. Apesar do impacto internacional desta eleição, a UNESCO demarcou-se do evento, questionando os métodos de escrutínio. A iniciativa coube à fundação do suíço Bernard Weber que decidiu, 22 séculos depois da nomeação das sete maravilhas do mundo clássico, eleger monumentos de uma lista actualizada.



Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Culturall Esplanada inaugurada no sábado
 

Culturall Esplanada, a nova esplanada do Centro Cultural de Pombal, situada na Praça Marquês de Pombal, vai ser inaugurada no próximo sábado, dia 16 de Junho, pelas 21:30 horas. O espaço foi recentemente concessionado ao Rancho Típico de Pombal e pretende tornar-se num dos espaços de eleição da cidade, no próximo Verão.

A inauguração vai contar com a actuação do projecto “Melech Mechaya”. Composto por um quinteto instrumental promete levar o público numa viagem festiva pela música klezmer, abraçando também momentos mais delicados e intimistas. Uma viagem musical pela tradição judaica, unindo aromas árabes, ritmos orientais, da Hungria a Israel, dos Balcãs a Nova Iorque.

Considerada actualmente como um estilo independente, a música klezmer nasceu na tradição musical da cultura judaica e foi desenvolvida a partir do século XV. O seu repertório compreende muitas danças e celebrações, bem como canções delicadas e tocantes.

Os “Melech Mechaya” são constituídos por João Graça (violino), Miguel Veríssimo (clarinete), André Santos (guitarra), João Sovina (contra-baixo) e Francisco Caiado (percussão).




O preço de ser uma maravilha

 

A menos de um mês de Portugal conhecer os nomes das suas sete maravilhas, os 21 monumentos finalistas apostam tudo por tudo para entrar no grupo restrito dos eleitos. Os mosteiros de Alcobaça e Batalha não fogem à regra, até porque a eleição como uma das 7 Maravilhas de Portugal pode trazer grandes dividendos, em termos turísticos. Entre 100 a 150 mil euros, foi quanto o jornal Público apurou ter sido a factura para a promoção do monumento criado pelos monges de Cister. A autarquia contratou o mágico Luís de Matos para dar a cara pelo mosteiro e criar um espectáculo de magia a ser apresentado apenas no ano que vem e desdobrou-se ainda em esforços de comunicação para incentivar as pessoas a votar na sua jóia da coroa. Segundo o jornal diário, Alcobaça foi a câmara que mais dinheiro investiu na promoção do seu património. Uma reconstituição histórica do dia-a-dia dos monges dominicanos, concertos, tertúlias, a exposição Gárgulas do Mosteiro e o lançamento do livro O Mosteiro para mim é... foram as apostas da autarquia da Batalha para promover o “seu” mosteiro. Ao todo, o custo ficou pelos 12 mil euros.




Estrada Atlântica pronta em Pombal dentro de ano e meio

A Câmara de Pombal abriu na terça-feira o concurso público para a construção de mais um troço da Estrada Atlântica. Espera-se que, dentro de ano e meio, esta via esteja terminada e que ligue a Nazaré à Praia do Osso da Baleia, em Pombal. Os trabalhos, no concelho de Leiria, mais a Sul, também estão prestes a iniciar, ligando a Praia da Vieira, Marinha Grande, à Praia do Pedrógão, Leiria. O troço, com 22 quilómetros, será construído a partir da zona Norte da Lagoa da Ervedeira, Leiria, com uma largura de seis metros e terá com uma ciclovia, tal como as secções já construídas da Estrada Atlântica, nos concelhos da Nazaré, Alcobaça e Marinha Grande. Orçada em 3.2 milhões de euros, esta via contará uma bifurcação que dará acesso à Praia de Osso da Baleia e ao futuro Parque de Campismo Ecológico do Osso da Baleia. “A estrada é um projecto-âncora com muito potencial turístico que será financiado em 370 mil euros pelo programa Pictur. O restante terá de ser suportado pela autarquia que vai tentar, em conjunto com a Câmara de Leiria, obter verbas junto do QREN”, explica o vereador do Ambiente, de Pombal, Michäel António. O autarca explica que há a vontade implícita da Figueira da Foz de prolongar a Estrada Atlântica até às praias do concelho, o que, para o autarca, potenciará o turismo da região.

 

Parque ecológico avança

A primeira fase do Parque de Campismo Ecológico do Osso da Baleia está prestes a chegar ao fim. Os trabalhos iniciais tiveram o objectivo de recuperar as antigas valas de água existentes no local, requalificar a envolvente da Lagoa de São José, erradicar espécies invasoras, como a acácia, e sua substituição por plantas autóctones. Foi ainda criado um circuito de interpretação ambiental. Para a segunda fase, está prevista a implantação de bungalows de madeira e outras estruturas amigas do ambiente, segundo um estudo elaborado pelo Instituto Superior Técnico. Até ao Verão, estão também previstas intervenções para o estacionamento da Praia do Osso da Baleia, criação de um corredor para veículos prioritários e de emergência e sombras para os automóveis.




Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
Leirisport admite estragos no centro de lançamentos

A Leirisport, empresa municipal que gere os equipamentos desportivos no concelho de Leiria, admite que a realização de uma feira de automóveis usados no Centro Nacional de Lançamentos, junto ao Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, causou estragos no relvado do recinto, embora tenha assegurado, há uma semana, que alguns dos seus técnicos estavam a monitorar a situação.

A compactação do solo compromete a adequada respiração das plantas que constituem o relvado, levando ao amarelecimento constatado”, refere fonte da empresa municipal que assegura que “a aparente degradação não nos causou nem causa preocupações, por ser perfeitamente reversível”.

Assegurando que os trabalhos de recuperação estão já em curso, a mesma fonte da empresa sublinha que eventos deste tipo, “que permitem angariar receitas”, continuarão a ser realizados neste ou noutros locais sob sua gestão, “para fazer face aos custos de funcionamento, desde que não ponham em causa a integridade ou sua vocação principal”. A Leirisport sublinha ainda que os trabalhos estavam previstos para esta época do ano e que não acarretam quaisquer custos adicionais para a empresa.




Reclusos ajudam professores a criar manual escolar

São professores, vêm da Bélgica, Reino Unido, Hungria e Portugal, e todos eles partilham a mesma missão: ensinar reclusos com baixas qualificações a ler, escrever, utilizar computadores e outras competências úteis na vida profissional. Envolvidos no projecto europeu Sócrates, nove docentes visitaram, na semana passada, o Estabelecimento Prisional Regional de Leiria (EPRL), numa iniciativa que tem como objectivo criar um manual escolar para adultos.

Em Leiria, os professores tomaram contacto com métodos de trabalho, falaram com reclusos e trocaram experiências. “Trata-se de uma iniciativa que prevê a colaboração dos alunos na elaboração de conteúdos para um manual de leitura para adultos e de outros materiais pedagógicos”, explica Maria João Lopes, docente no EPRL.

Jackie Bradshaw, do Reino Unido, refere, por seu turno, que espera que o trabalho resulte numa ferramenta internacional que possa ser usada não apenas nas prisões, mas também na educação de adultos fora deste regime. Uma tarefa que é facilitada pelos pontos de contacto entre os vários sistemas prisionais. “As organizações portuguesa e belga são semelhantes”, refere Yves Aerts. O professor afirma que tanto a sobrelotação das prisões como o baixo nível de escolaridade dos reclusos caracterizam os dois sistemas.

Curiosamente, este trabalho pedagógico só é possível graças à sobrelotação das prisões. O director do EPRL, João Pessoa, diz que, à medida que há menos reclusos, devido à adopção de pulseiras electrónicas, penas de trabalho comunitário e alterações ao Código Penal, também o investimento noutras actividades tem regredido. Razão pela qual, o responsável prevê muitas modificações e mesmo o fim de várias iniciativas deste tipo. “A criminalidade também está a mudar. Há crimes ligados a gangues e a drogas complicadas como a cocaína que aumentam a agressividade, ao contrário do que acontecia com a heroína”, explica João Pessoa.

O EPRL é um estabelecimento misto que serve 12 comarcas e que alberga reclusos em prisão preventiva ou com penas até seis meses. Projectado como cadeia comarca de Leiria, com capacidade para 110 reclusos, na segunda metade do século XX, o EPRL tem actualmente 160 presos.




Terça-feira, 5 de Junho de 2007
GPS faz festa da espeleologia em Pombal
 

O GPS-Grupo de Protecção Sicó organiza a partir de hoje e até domingo a quinta edição da Festa da espeleologia que servirá ainda para comemorar o 10º aniversário da associação. O evento conta com a presença de espeleólogos nacionais e estrangeiros e serve para divulgar o património natural e cultural no Maciço Calcário Sicó-Alvaiázere. Durante o evento, haverá espaço para mergulho subterrâneo, limpeza do algar da Lagoa e desobstrução e exploração de cavidades, um pequeno workshop de arqueologia e um passeio pelo património arqueológico e histórico das Terras de Sicó. Foi num evento deste tipo que, pela primeira vez, foi ultrapassada a barreira dos cem metros de profundidade no maciço cársico da Redinha.




Campus de Justiça a caminho de Leiria

 

Leiria poderá vir a ter um Campus de Justiça dentro de pouco tempo. A nova infra-estrutura concentrará tribunais, vários serviços judiciais, de registo, notariado, medicina legal e Polícia Judiciária num só local. O campus deverá ser criado em terrenos da prisão-escola, como já foi referido pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, numa visita recente a Leiria. Através desta medida, anunciada no Portal do Cidadão, o Ministério da Justiça pretende simplificar e facilitar o acesso ao público, e melhorar o funcionamento das instituições judiciais. “Em concreto e em termos formais, ainda não há nada”, diz o representante do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Augusto Neves, que refere que a ausência de uma data para a criação do campus leva a crer que não será uma medida concretizada a curto prazo. O círculo de Leiria vai ainda receber um Juízo de Execução, no Tribunal Judicial, e um Juízo Liquidatário, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria. Estas duas medidas foram aprovadas no âmbito de uma Resolução do Conselho de Ministros que contempla um programa de medidas urgentes para a melhoria da resposta judicial. A tutela tem ainda em curso um projecto de obras para ampliação dos tribunais, cujos edifícios datem dos anos 60 a 80, criando 50 novas salas de audiência, num investimento que ronda os 3.5 milhões de euros, dinheiro que resulta da racionalização de custos com a Justiça, através da introdução de novos modelos de gestão, alienação de património desnecessário ao exercício das funções de Justiça.




Segunda-feira, 4 de Junho de 2007
Figueira da Foz mais perto de Leiria e Marinha Grande

O primeiro troço da A17, auto-estrada que ligará a Marinha Grande a Mira, a partir de 2008, foi inaugurado no domingo. A via permite, para já, circular entre a Marinha Grande e Louriçal, no concelho de Pombal. Uma extensão de 32 quilómetros que beneficiará milhares de condutores obrigados, até agora, a viajar na congestionada e perigosa EN 109, entre Leiria e Figueira da Foz.

A segurança da nova via foi um dos pontos sublinhados pelo ministro das Obras Públicas. Mário Lino esteve presente na cerimónia de inauguração e foi bombardeado pela presidente da Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, que considerou que a obra chegou “muito atrasada”, prejudicando o desenvolvimento de uma região rica em PMEs.

A autarca alertou ainda o ministro para a necessidade de construir uma ligação rápida entre as auto-estradas A1 e A8, o IC36, via prometida há uma década e nunca construída. Isabel Damasceno aproveitou ainda a presença dos órgãos de comunicação nacional para dar o seu apoio público á construção de um novo aeroporto na Ota.

Mário Lino, por seu turno, num discurso muito marcado pelo discurso político oficial do Governo, assegurou que o estudo de impacto ambiental para a construção do IC36 vai avançar ainda durante o mês de Junho e sublinhou que os investimentos na região nunca se vergarão às escolhas politico-partidárias.

No total, a A17 deverá custar 613 milhões de euros. O troço ontem aberto ao tráfego rondou os 190 milhões de euros. A portagem entre Louriçal e Leiria custa cerca de 2.5 euros.

Polémica marca obra

Os trabalhos de construção, foram marcados por muita contestação de moradores e autarcas que consideram que a obra avançou sem serem acauteladas medidas básicas de segurança, cortou localidades ao meio e condicionou a circulação em vias muito utilizadas.

Foi o caso de um túnel na localidade de Bajouca, Leiria, cuja largura não permitia, simultaneamente, a circulação de peões e veículos. Depois de uma vigília promovida pelos moradores junto à obra, a Câmara de Leiria e a Estradas de Portugal chegaram a um acordo que previa a ampliação do túnel, com a autarquia a suportar os custos.





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