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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
Reclusos ajudam professores a criar manual escolar

São professores, vêm da Bélgica, Reino Unido, Hungria e Portugal, e todos eles partilham a mesma missão: ensinar reclusos com baixas qualificações a ler, escrever, utilizar computadores e outras competências úteis na vida profissional. Envolvidos no projecto europeu Sócrates, nove docentes visitaram, na semana passada, o Estabelecimento Prisional Regional de Leiria (EPRL), numa iniciativa que tem como objectivo criar um manual escolar para adultos.

Em Leiria, os professores tomaram contacto com métodos de trabalho, falaram com reclusos e trocaram experiências. “Trata-se de uma iniciativa que prevê a colaboração dos alunos na elaboração de conteúdos para um manual de leitura para adultos e de outros materiais pedagógicos”, explica Maria João Lopes, docente no EPRL.

Jackie Bradshaw, do Reino Unido, refere, por seu turno, que espera que o trabalho resulte numa ferramenta internacional que possa ser usada não apenas nas prisões, mas também na educação de adultos fora deste regime. Uma tarefa que é facilitada pelos pontos de contacto entre os vários sistemas prisionais. “As organizações portuguesa e belga são semelhantes”, refere Yves Aerts. O professor afirma que tanto a sobrelotação das prisões como o baixo nível de escolaridade dos reclusos caracterizam os dois sistemas.

Curiosamente, este trabalho pedagógico só é possível graças à sobrelotação das prisões. O director do EPRL, João Pessoa, diz que, à medida que há menos reclusos, devido à adopção de pulseiras electrónicas, penas de trabalho comunitário e alterações ao Código Penal, também o investimento noutras actividades tem regredido. Razão pela qual, o responsável prevê muitas modificações e mesmo o fim de várias iniciativas deste tipo. “A criminalidade também está a mudar. Há crimes ligados a gangues e a drogas complicadas como a cocaína que aumentam a agressividade, ao contrário do que acontecia com a heroína”, explica João Pessoa.

O EPRL é um estabelecimento misto que serve 12 comarcas e que alberga reclusos em prisão preventiva ou com penas até seis meses. Projectado como cadeia comarca de Leiria, com capacidade para 110 reclusos, na segunda metade do século XX, o EPRL tem actualmente 160 presos.




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