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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Óbidos: A surpresa nas 7 Maravilhas de Portugal
O distrito de Leiria foi o único do País a ver todos os seus monumentos candidatos (três), eleitos no conjunto restrito das novas sete maravilhas de Portugal. Mas se os mosteiros de Alcobaça e Batalha, ambos Património Mundial da Humanidade constituíam uma eleição quase incontornável, o mesmo não seria de esperar do castelo de Óbidos. Este monumento conseguiu deixar pelo caminho outros imóveis classificados pela UNESCO, como é o caso do Convento de Cristo em Tomar

A votação do público que escolheu o Castelo de Óbidos para uma das 7 Maravilhas de Portugal é para o presidente da Câmara, Telmo Faria, “um reconhecimento que mexeu com toda uma comunidade”, verificando--se entre a população local “uma apropriação colectiva do sentimento de vitória”, refere a última edição do Jornal de Leiria.
Um sentimento a que o autarca acrescenta a sensação “de recompensa”, afirmando ter “valido a pena todo o esforço” desenvolvido pela equipa autárquica, no sentido da “aposta num património vivo”, que tornou a vila palco de iniciativas e acontecimentos que anualmente atraem milhares de portugueses e estrangeiros. Na cerimónia em Lisboa, o município fez-se representar pelo Grupo de Danças Medievais, o Coro Infantil com 77 crianças, para além de uma comitiva composta por autarcas e munícipes de diversas localidades do concelho.
A vila que, cada vez mais, alia tradição e modernidade prepara-se para festejar a preferência dos portugueses durante o Mercado Medieval (que hoje abre portas). Óbidos já convidou as restantes seis maravilhas do País a fazerem-se representar no domingo, numa cerimónia em que todos terão entrada gratuita no certame.
Com efeito, se a vitória dos mosteiros da Batalha e de Alcobaça, ambos património mundial da UNESCO (organismo das Nações Unidas para a Educação e Cultura) era mais ou menos esperada, a selecção do castelo de Óbidos não deixa de surpreender. É o único monumento dos sete escolhidos que não é classificado nem tem candidatura naquele reputado organismo. O castelo de Óbidos deixou para trás monumentos classificados pela UNESCO como o Convento de Cristo, em Tomar (1983), Centro histórico de Évora e respectivo templo de Diana (1986) e outros com candidatura proposta, exemplo do Palácio, Convento e Tapada de Mafra ou da Universidade de Coimbra.
Alcobaça chegou a estar algo receosa, quando a 31 de Março, na apresentação dos resultados intermédios, o Mosteiro de Santa Maria não figurava sequer entre os dez primeiros e na última divulgação de resultados estava relegado para o 16º lugar. O desânimo foi contornado por intermédio da campanha O Truque é Votar. Como que num “passo de magia”, com ajuda de Luís de Matos, acabou por conseguiu ultrapassar quatro candidatos de forte posição histórica, nomeadamente os conventos de Cristo e de Mafra, o Templo de Diana e o Castelo de Almourol. Para o Presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, esta foi uma vitória muito desejada. Ele que sempre disse que se o Mosteiro não ganhasse, “seria uma vergonha nacional”. Depois de anunciada a eleição, na cerimónia internacional da eleição das novas 7 Maravilhas do Mundo, que decorreu dia 7, em Lisboa, o Rossio de Alcobaça festejou com fogo de artifício, numa iniciativa programada pelo Município. No estádio do Benfica, em Lisboa, cerca de 30 figurantes, entre funcionários da Câmara e dos Serviços Municipalizados e outros munícipes, vestidos a rigor, representaram Alcobaça como verdadeiros Monges Cistercienses. Ao ouvir, em primeiro lugar, o nome do Mosteiro, o grupo festejou, juntamente com o autarca, que desceu a escadaria do Estádio da Luz com muita emoção e orgulho. Curiosamente, o galardão foi entregue por Paulo Pereira, membro organizador do espectáculo, que anteriormente havia afirmado que o Mosteiro de Alcobaça era a sua maravilha.
Tal como prometido e anunciado pelo mágico Luís de Matos, que andou na rua cerca de três meses, Alcobaça recebe, no Verão de 2008, um grande espectáculo de ilusionismo. Uma realização que necessitará de seis meses de preparação. Para o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a organização promete nova iluminação, que estará a cargo da empresa EDP, bem como um programa cultural, ainda por definir.
António Lucas, Presidente da Câmara da Batalha, limita-se a dizer que a nomeação do Mosteiro de Santa Maria Vitória, “consubstancia a beleza e a estética do monumento, bem como a sua carga histórica”.

Os eleitos da região...
O Mosteiro de Alcobaça, ou Abadia de Santa Maria de Alcobaça, foi fundado em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, no seguimento de um voto feito por D. Afonso Henriques aquando da conquista de Santarém aos Mouros. A construção decorreu entre 1178 e 1254, seguindo o modelo da casa mãe da Ordem de Cister em Claraval, França. Trata-se da maior e primeira grande obra do Gótico primitivo português, é uma das mais importantes abadias cistercienses europeias e foi classificada Património Mundial pela UNESCO, em 1989.

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Vila da Batalha, foi construído na sequência de um voto feito por D. João I à Virgem, se vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os Castelhanos. As obras decorreram entre 1388 e1580, ao longo de seis reinados. É o grande monumento do gótico final português, um dos primeiros onde ao gótico flamejante quinhentista se juntou à nova arte manuelina de seiscentos - símbolo da Expansão Marítima Portuguesa. Em 1983 foi classificado Património Mundial, pela UNESCO.

O castelo de Óbidos localiza-se na vila com o mesmo nome. Exemplo da fortificação medieval portuguesa, erguido sobre um pequeno monte, outrora à beira mar, domina a planície envolvente e o rio Arnóia a Leste. Fruto de diversas intervenções arquitectónicas ao longo dos séculos, integra o conjunto da vila, que preserva as suas características medievais, de maneira quase que cenográfica.

...e os outros
A par destes três monumentos pertencentes ao distrito de Leiria, dois da Região de Turismo Leiria/Fátima e outro da região de Turismo do Oeste, foram também eleitos o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (Lisboa), o Palácio da Pena (Sintra), e o castelo de Guimarães. Os sete monumentos foram escolhidos entre 21 candidatos ao título Maravilhas de Portugal, através da Internet, SMS ou linhas telefónicas de número acrescentado

As sete novas maravilhas do mundo
Para as novas sete Maravilhas do Mundo foram eleitas a Grande Muralha da China, Petra, na Jordânia, Machu Pichu, no Peru, Chichen Itzá, no México, o Coliseu de Roma, na Itália, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, Brasil e o Taj Mahal, na Índia. Por continentes, a América do Sul conseguiu três nomeações, a Ásia outras três e a Europa apenas uma. A cerimónia foi transmitida para todo o mundo, enquanto a eleição portuguesa só foi transmitida para o território português. Durante a emissão internacional, foi apenas emitido um sketch de promoção de Portugal. Apesar do impacto internacional desta eleição, a UNESCO demarcou-se do evento, questionando os métodos de escrutínio. A iniciativa coube à fundação do suíço Bernard Weber que decidiu, 22 séculos depois da nomeação das sete maravilhas do mundo clássico, eleger monumentos de uma lista actualizada.



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